Conhecimento

Conhecimento não vem a nós em detalhes,

mas em relâmpagos de luz do céu.

-Henry David Thoreau
Conhecimento é geralmente definido, pelo menos hoje em dia, como fatos integrados pela faculdade mental. Verdadeiro conhecimento é na verdade uma total integração da Verdade no ser inteiro, então não é apenas a faculdade mental mas toda outra faculdade humana que precisa participar no ato de saber. É por essa razão que nós dizemos “saber é ser”, porque na análise final o que sabemos é o que somos.

Agora a maioria dos homens iria dizer que eles não sabem realmente tudo que eles são, por exemplo que eles não possuem perfeito conhecimento do corpo físico. O que eles querem dizer com isso é na verdade que esse conhecimento não é assimilado pela faculdade mental, precisamente porque ele existe num plano mais dependente que a razão. Se então, extensão da faculdade mental é o que a maioria dos homens chama de conhecimento, o quão maior deve ser o Conhecimento da Realidade Absoluta, já que ele abrange tudo. É por isso que dizemos que apenas Deus possui Conhecimento puro. O conhecimento do homem é limitado e frágil, mas o Conhecimento de Deus é ilimitado precisamente porque Ele é ilimitado.

O conhecimento do homem, enquanto estiver limitado pela razão, é um distante reflexo do Conhecimento Divino. A razão é capaz de assimilar fatos somente porque é iluminada pela pura Inteligência. Razão é como a lua, o intelecto como o sol. Agora quando um homem tem harmonia dentro de si, a razão é como um espelho puro, a luz pode iluminar e fazê-lo refletir. Por outro lado, quando um homem é espiritualmente instável, a faculdade racional é como um espelho grosseiro que distorce aquelas coisas as quais reflete. Nesse caso a faculdade racional pode ainda conseguir assimilar os fatos, mas irá distorcê-los e virá-los para falsos fins. Esse é o caso dos racionalistas de nossos dias. Ambos os cenários anteriores presumem  que o homem não tem acesso direto para o Intelecto Divino em si, o que não é necessariamente o caso. Quando ocorre de um homem ativamente perceper sua não-separação de Deus, seu conhecimento não é mais dele mesmo, mas de Deus. Nesse caso inteligência racional não pode contribuir em nada para o que um homem sabe, mas então serve a função de formular aquele conhecimento para mostrá-lo para o mundo. Para o homem, a realização de que ele não é distinto de Deus abala a ilusão do ego, que a esse ponto é visto como nunca tendo existido, por isso é dito que “um homem não entregue é na verdade um homem entregue que ainda não sabe que é”.

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