Escravidão

Recentemente o PETA (People for the Ethical Treatment of Animals) entrou numa briga com o grupo Liberal Judeu porque ousou comparar a exterminação de judeus na Europa com a prática humana de criar e abater animais. O grupo judeu quer acreditar que o “holocausto” foi um evento singular em toda a história e não a ascenção de um povo contra a população estrangeira parasital que eles identificaram como bolchevismo, que sistematicamente holocausteou (sic) os melhores intelectuais e pessoas mais fortes através da Europa onde quer que tenha estado; entretanto este artigo não é sobre as pequenas vítimas políticas de um grupo de fanáticos religiosos e raciais (judaísmo) mas sobre a natureza do nosso tratamento de animais

Houve uma matéria sobre como o McDonald’s estaria considerando um método novo e “mais humano” de abater galinhas: eles iam colocá-las numa camara de gás. Por si só, isso pareceu enfatizar o comentário provocativo, mas correto, da afirmação do PETA, em que as mitológicas camaras de gás foram reinventadas para uso de uma forma “humana” de abater os bilhões de galinhas que nós devoramos todo ano em pequenos conteineres de plástico, com guardanapos descartáveis, garfos e pacotes de condimentos, fazendo assim uma montanha de lixo plástico descartável. Entretanto, é difícil dizer se o artigo era pra ser uma comédia macabra ou não, pois ele deliberadamente diz, bem na metade:

O conselho de bem estar animal do McDonald’s sugeriu um estudo do novo método, disse Bob Langert, diretor senior de responsabilidade social do McDonald’s. Substituiria um processo de abatimento onde as galinhas são amarradas pelas pernas numa linha transportadora e empurradas para um conteiner com água eletrificada. – USA Today, 12/30/04

Então nós estamos indo de arrastá-las para a eletrocução para métodos mais novos e humanos? Organizações como o PETA, como Stormfront ou One People’s Planet, me parecem pessoas que são fanáticas sobre apenas um assunto pois não tem soluções para o todo, é claro que eles querem algo aqui. Nenhuma pessoa de integridade acha que o método básico é aceitável (interessantemente, você achará poucas pessoas de integridade comendo em restaurantes fast food também). Ninguém com qualquer senso, mesmo que seja só de estética, acha que esse método não é nada além de falso de uma forma incorrigível. Quando alguém está começando um trabalho de custos e regulamentos de segurança, pode brilhar como uma chama de paraíso em contraste a outras opções, mas ainda – é louco, e brutal. A raiz disso é que nós vemos a natureza e seus animais como materiais, não como um processo vivo e contínuo, e ainda algo que, como nós mesmos, devemos manter vivos.

Isso é comédia brutal, e seria realmente engraçado se nós não víssemos aqui como a sociedade moderna se divide: de um lado, pessoas estão falando sobre lucro e empregos e de como é importante que cada pessoa ganhe seu salário, mesmo se for por gerar montanhas de lixo fazendo comida barata e nojenta pra pessoas idiotas. No outro, há alguns fanáticos que acreditam, corretamente, que a forma que nós tratamos os animais é insana, mas eles não oferecem nenhuma solução, entretanto caem num ciclo auto-paródico de atacar praticamente toda parte da sociedade sem oferecer uma solução. (A razão provável: desacordo interno sobre a solução, provavelmente trazido pela atitude liberal de alguns membros, que dizem que é terrível forçar qualquer um a fazer qualquer coisa, mesmo que você os esteja prevenindo de fazer alguma idiotice sádica, destrutiva, de desperdício por produção excessiva

Eu penso nisso em paralelo com a escravidão. Quem quer que pense em pessoas negras, que é um assunto separado desse site e dessa coluna inteira, escravizá-las como material para uso pela indústria foi claramente uma negação do fato que que eles, como qualquer outro animal na terra (humanos são animais, tanto quanto gostamos de negar isso) originam da mesma fonte da natureza, e essa natureza é um processo contínuo e não um material estático. Uma coisa é ter serventes por contrato, ou animais domesticados, quando eles são uma parte integral da vida de famílias e comunidades, mas quando eles são vendidos como material, sem dara atenção ao seu papel no processo da natureza, se torna destrutivo para ambos escravizador e escravo. O escravo obviamente não mais participante na natureza, e se torna uma cria burra e inútil. O escravizador, acostumado a pensar não na natureza mas no material, logo começa a tratar-se com a mesma falta de reverência.

Uma situação similar prevalece com os animais hoje. Longe dos dias do passado, onde pequenas famílias tomavam conta de seus animais e os criavam bem, hoje em dia eles nascem, crescem e são abatidos em linhas de produção pois a vasta horda de humanos estúpidos pagam $5.99 por chicken nuggets e garantem lucro a uma outra pessoa. A consideração material, lucro, é a única; ninguém diz ao McDonald’s que, se você faz produtos pra idiotas, logo você mesmo se tornará um. Ninguém considera suas ações em termos holísticos, mas somente no específico e artificial mundo do lucro que é totalmente dependente dessa civilização e, quando falha, se tornará tão inútil como tetas num touro. O resultado é que todos nós, como escravizadores involuntários, nos tornaremos escravos a necessidade imbecil de pessoas que querem fast food, pra gerar lucro que nos manipula como marionetes através de um curso de vida chato e idiotizante que de outra maneira nós evitariamos. Mas lembre-se – isso é “liberdade”, e liberdade é escravidão.

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