Sobre a Profanação que é o Ateísmo

Sobre a profanação que é o Ateísmo

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A profana e patética natureza do Ateísmo não vem de sua negação de um Deus Criacionista, mas como o termo Grego em si define, atheos (anti-divindade) é uma negação materialista de todas as coisas metafísicas. Este Fisicalismo demoníaco, ou Ateísmo, deriva seu status entre a maioria como meramente uma negação veemente de Deus, no entanto o caso é que um Ateísta é na verdade, um Ateísta metafísico que nega qualquer princípio imaterial e não-composto Subjetivo sendo anterior à, sob ou autônomo à matéria (hyle).

A primeira menção do Ateísmo, é pelos Gregos no termo atheos, o qual está em referência ao Platonismo Grego quando se refere ao Nous (vontade/mente/citta/espírito/alma) encontrado na passagem: (Phil 26e-30d) e não para uma pessoa sobrenatural, i.e. Deus. O panteísmo apenas-imanente materialista do Ateísmo metafísico é uma posição afilosófica mantendo que tudo que existe não é mais extensivo do que sua materialidade física composta; isto é, que não existe nenhum tipo de coisas além de coisas físicas. Esta anti-divindade do Ateísmo é a verdadeira profanação adoradora das sombras que é a marca do Ateísmo, não sua posição correta que, como Platão e os Neoplatônicos argumentavam também a favor, que não havia nenhum Ser-Supremo como criador do cosmos. Ateísmo Metafísico é Ateísmo, na realidade e como um todo. Que alguns que se julgam Ateístas também admitam, como eles diriam “algo” certamente não está em questão, no entanto estas pessoas não são de fato Ateístas mas Agnósticos preguiçosos e em muitos casos cripto-materialistas; chamarem a si mesmos de ateus por meramente negarem Deus, é apenas uma medida de sua ignorância pela qual não sabem a total extensão do próprio termo Ateísmo. Os Gregos quando cunharam o termo como progenitor para Ateísmo quiseram dizer, como Platão, Sócrates, e Pitágoras antes deles, a negação da divindade espiritual e imaterial, a-theos, ou anti-divindade.

Plotinus, o fundador do Neoplatonismo (apenas uma extensão e condensação do próprio Platonismo), escreveu extensamente sobre a negação do Absoluto como não Ser, mas uma ativa insenciente dynamis, uma divindade sem intermediários da qual não pode ser dita o Ser composto; tal que Ser por definição deve participar de mais do que um não-composto princípio simplex (como nous). A meta do Vedanta, Advaita, Buddhismo (todos englobam Monismo Upanishadico)  possuem Brahman como meta final, do qual este Absoluto é certamente negado como Ser (i.e. Deus). Ateísmo na verdade não é nada menos do que materialismo, o elogio da pessoa existencial indo em direção à sepultura, não pode ser mostrado nada mais do que desprezo pela negação de tudo e qualquer que esteja fora do escopo do estreito e falível espectro dos pequenos sentidos humanos. Gotama Buddha ridicularizava Ishvara (Deus) tanto em princípio e naqueles que se alinhavam em prática com o mesmo.

Um entusiasmado partidário do Ateísmo (não um meramente um agnóstico que nega Deus como no exemplo anterior) irá em todas as instâncias veementemente negar o metafísico, a divinidade a qual atheos, ou Atheismo significa em sua definição. Um verdadeiro agnóstico (meramente significa agnosis, ou ignorância! Ou, se considerar como ignorante) é um inculto e inexplorado adepto da metafísica mesmo que apenas indiretamente; que alguns agnósticos iriam primeiramente negar Deus, não faz deles Ateos. Que estes “desconhecedores” (agnósticos) iriam primeiramente se considerarem Ateístas é apenas uma mais profunda expressão de sua ignorância do significado de Ateísmo e não apenas de metafísica.

O Ateísmo atualmente não é uma posição filosófica de que deus não é, mas que teologia (novamente, o estudo da divindade, da qual o criacionismo é apenas parte) é algo a ser desprezado e cuspido. Para se convencer da insanidade dos Ateus, eles precisam apenas assistir um debate entre Ateus e Criacionistas; pode-se pensar que tais tiradas raivosas laçadas com profanação poderiam apenas ser achadas entre aqueles que se tornaram Ateus que foram estuprados por vinte anos por padres Católicos. É altamente humorístico que Ateístas brigam e cospem tão entusiasmadamente à menção de um Deus do qual eles negam a existência. Em verdadeira definição mais além em conotação e exemplo moderno, o Ateísmo é pouco mais que anti-religiosidade (theo-logia), e não simplesmente a negação lógica de Deus. Religião é meramente o lado profano secular da metafísica; é apenas metafísica popularizada; como tal é verdade que a religião é como foi dito “o ópio das massas”. Um Ateu moderno é um que silva como uma serpente na visão de instituições religiosas e teológicas de examinação nóetica, espiritual. Ele é, como ateu, bem mais do que um que nega o Deus(es) dos Criacionistas; mas fosse o ateísmo apenas isto, eu e muitos outros Platonistas, Vedantistas, iríamos com prazer nos prolamarmos Ateus! Ambos em conotação e definição, no entanto chamar-se de Ateu não é diferente de alegremente se chamar de demônio materialista.

O que os Ateus falham em perceber é que das duas ignorantes posições como explicação para a extrema complexidade na natureza entre o modelo dos Criacionistas, e aquele dos Ateus, a posição dos Ateístas é a bem mais implausível. A extrema complexidade na natureza do macro ao micro não está em questão nem mesmo para o mais baixo dos tolos, no entanto a posição Ateística de que esta complexidade vem do tempo e de convergências atômicas aleatórias é altamente ignóbil e falta inteligência. Pode-se de forma igualmente insana postular, da mesma posição que os Ateus, que átomos aleatórios, dado alguns bilhões de anos, irão eventualmente coalescer a ponto de criar a inteira literatura Shakespeareana. No entanto o Ateísmo em sua extrema insanidade está trabalhando em criar seus próprios Deuses, através do aperfeiçoamento da criogenia e a manipulação de DNA até que algum dia, eles erroneamente esperam, irá culminar em imortalidade corporal. Ou até mais insanamente, como alguns Ateus demoníacos postularam, que a consciência empírica não é mais do que uma rede complexa e copiável a qual pode ser transferida como software para um robô na morte do corpo, assim garantindo imortalidade na forma de um robô que poderia ser reparado indefinidamente. Na escala da perversão, até o Satanismo fica mais elevado que o Ateísmo, pois no seu núcleo o Satanismo admite uma consideração total da subjetividade imaterial e metafísica, ou o divino, mesmo que em elogio ao lado escuro da divindade. Insanidade toma inúmeras formas, Ateísmo é apenas uma variável altamente miserável disto.

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4 respostas para Sobre a Profanação que é o Ateísmo

  1. Draven disse:

    Vamos começar a avaliação do texto a partir do seu título, “A profanação que é o ateísmo”, definindo “profanar”.

    Profanar, de acordo com o Aurélio, significa “v.t. Tratar com irreverência as coisas sagradas; desrespeitar a santidade de: profanar uma igreja. / Fig. Ofender; manchar; macular: profanar a arte.”

    Então, já percebemos a ação tendenciosa de seu autor, de estabelecer algo como “sagrado”, e portanto “inviolável”, “respeitável” e “indiscutível”. Certamente deveremos analisar como sendo sua metafísica particular, religiosamente tratada, que certamente discorda de outras orientações filosóficas.

    Ora, se ele se opõe a outras filosofias e religiões, não seria ele também um “profanador”, de acordo com seu estabelecido no texto? Ou apenas a sua é a verdade?

    Agora avaliemos as passagens:
    “A primeira menção do Ateísmo, é pelos Gregos no termo atheos, o qual está em referência ao Platonismo Grego quando se refere ao Nous (vontade/mente/citta/espírito/alma) “
    “Os Gregos quando cunharam o termo como progenitor para Ateísmo quiseram dizer, como Platão, Sócrates, e Pitágoras antes deles, a negação da divindade espiritual e imaterial, a-theos, ou anti-divindade.”

    Podemos estabelecer melhor o conceito de Nous aqui, pegando emprestado um texto da Wikipedia em português, tradução do texto da Wikipedia em inglês, e similar a qualquer pesquisa realizada sobre filosofia grega.

    “Homero usou o termo nous significando atividade mental em termos gerais, mas no período pré-Socrático o termo foi gradualmente atribuído ao saber e a razão, em contraste aos sentidos sensoriais.

    Anaxágoras descreveu nous como a força motriz que formou o mundo a partir do caos original, iniciando o desenvolvimento do cosmo.

    Platão definiu nous como a parte racional e imortal da alma. É o divino e atemporal pensamento no qual as grandes verdades e conclusões emergem imediatamente, sem necessidade de linguagem ou premissas preliminares.

    Aristóteles associou nous ao intelecto, distinto de nossa percepção sensorial. Ele ainda dividiu-o entre nous ativo e passivo. O passivo é afetado pelo conhecimento. O ativo é a eterna primeira causa de todas as subsequentes causas no mundo.

    Plotino descreveu nous como sendo umas das emanações do ser divino.”

    Dado o significado de Nous dentro da concepção grega, pode-se perceber divergências óbvias, onde obviamente o termo “anti-divindade” não se aplica na maioria. Afinal, “pensar” não implica necessariamente numa existência de um aspecto divino ou de uma alma, senão em um pensamento primitivo, onde ainda se explicava os trovões e raios como a fúria divina, e não as alterações eletromagnéticas da atmosfera.

    O conteúdo na seguinte passagem é:
    “O panteísmo apenas-imanente materialista do Ateísmo metafísico é uma posição afilosófica mantendo que tudo que existe não é mais extensivo do que sua materialidade física composta; isto é, que não existe nenhum tipo de coisas além de coisas físicas.”

    O problema dessa definição é ignorar a criatividade humana. Mesmo que considere-se que o que existe está inserido na materialidade física, como estabelecer exatamente o que compõe essa materialidade?

    Isso podia ser uma verdade absoluta na época grega desse termo, mas já estamos num nível superior de compreensão do universo – que não deve, de modo algum reduzir as fantásticas contribuições de tais filósofos anteriormente citados, que formaram bases da ciência, filosofia, artes, etc…

    Podemos estabelecer que a realidade não é composta unicamente da matéria, e ainda assim negar a existência de uma “alma” ou de um “aspecto divino”, que se baseiam a partir da mera concepção religiosa, da crença não comprobatória.

    E agora temos algumas meras manifestações típicas do autor, no qual ele tenta estabelecer um estereótipo do ateu e materialista como um iconoclasta.

    “O Ateísmo atualmente não é uma posição filosófica de que deus não é, mas que teologia (novamente, o estudo da divindade, da qual o criacionismo é apenas parte) é algo a ser desprezado e cuspido.”

    Errado. É apenas a concepção de tal estudo não levará às grandes verdades absolutas do universo.

    “É altamente humorístico que Ateístas brigam e cospem tão entusiasmadamente à menção de um Deus do qual eles negam a existência.”

    Concordo. Tão humorístico quanto um texto tratando ateus como “demônios materialistas”.

    “Ambos em conotação e definição, no entanto chamar-se de Ateu não é diferente de alegremente se chamar de demônio materialista.”

    Percebam a definição de “demônio”, também segundo o Aurélio.

    “s.m. Para os antigos, divindade, gênio bom ou mau que presidia aos destinos de cada homem, cidade ou Estado. / Para os modernos e os cristãos, anjo caído, diabo, espírito maligno, gênio do mal. / Fig. Pessoa má, inquieta ou turbulenta.”

    Destaque para o “pessoa má, inquieta ou turbulenta”, o que novamente busca caracterizar todos os ateus, os quais não poderiam ser pessoas calmas, racionais ou altruístas – o que sabemos naturalmente não ser verdade.

    E agora o autor apela para o “supremo argumento teísta”:

    “A extrema complexidade na natureza do macro ao micro não está em questão nem mesmo para o mais baixo dos tolos, no entanto a posição Ateística de que esta complexidade vem do tempo e de convergências atômicas aleatórias é altamente ignóbil e falta inteligência.”
    “Pode-se de forma igualmente insana postular, da mesma posição que os Ateus, que átomos aleatórios, dado alguns bilhões de anos, irão eventualmente coalescer a ponto de criar a inteira literatura Shakespeareana”

    O cômico aqui é a ignorância na qual se cita tais fatores. A começar, não espera-se muito de alguém que glorifique tanto a obra de Shakespeare, considerando que os personagens são em geral estereotipados e pouco aprofundados, compreensível visto a natureza de sua época, e que não reduz sua importância, mas que o torna mais um gênio de sua época. Mas vamos seguir para o ponto seguinte, deixando Shakespeare em sua cova, com seus espertos coveiros fazendo trocadilhos.
    A simples incompreensão humana do universo, e o desejo por tal, leva a diversas teorias, entre as quais nota-se a crença no divino. Claro, é muito mais fácil aceitar uma explicação fantástica para o que não podemos entender, nos dando a “total compreensão” com a simples frase “é obra dos deuses” (ou espíritos superiores, ou almas, ou o que quer que seja), ao invés de buscar o conhecimento.
    Estabelecer que as criações humanas não provém de sua própria capacidade é meramente reduzir o ser humano, como o teísmo tem a tendência de fazer em prol de estabelecer uma qualidade superior distinguível e compreensível dentro de suas próprias concepções, um modo ignorante de tratar sua própria posição minúscula e redundante dentro de um universo vasto e complexo. Parece um pouco contraditório, é verdade, mas a busca do teísmo é essa: reduzir o ser humano, para alimentar uma esperança de ascenção a algo superior.

    Eu fico muito mais maravilhado (e estimulado) ao contemplar o universo, e pensar que não tenho uma explicação completa para ele, não posso compreender a vastidão da mente humana, e a possibilidade de que meus sentidos não podem perceber a realidade em sua quididade. Tudo isso sem querer estabelecer uma existência consciente que guie tais fatores.

    Creio que já está na hora de abandonar tais “explicações prontas” que o teísmo estabelece.

    Eu sempre gosto de citar o nível de fanatismo religioso de alguns:

    “Na escala da perversão, até o Satanismo fica mais elevado que o Ateísmo, pois no seu núcleo o Satanismo admite uma consideração total da subjetividade imaterial e metafísica, ou o divino, mesmo que em elogio ao lado escuro da divindade. Insanidade toma inúmeras formas, Ateísmo é apenas uma variável altamente miserável disto.”

    Enfim, resumimos o trecho como “insano é aquele que não crê naquilo que eu acredito”.

    Por último, eu gostaria de citar o significado de metafísica: “meta”, como “além”, e “physis”, como “físico”, a palavra significa algo como “além do físico”, ou o estudo daquilo que está além do obviamente perceptível, as relações entre seres humanos e seu ambiente de um modo aprofundado.
    Eu, particularmente, não vejo onde está a obrigação de estabelecer uma existência divina, ou uma alma, dentro desse conceito, mesmo quando tais idéias tenham surgido para os metafísicos originais. Se podemos excluir alguns preceitos arcaicos da física (como o formato do mundo), por que não poderíamos ignorar algumas incomprovações da metafísica original?

    Essa é a grandeza da filosofia: não há espaço para verdades absolutas.

    Para finalizar, deixo a famosa frase de Sócrates para demonstrar o quanto um ateu pode ter a cabeça aberta, ao contrário de um ou outro metafísico inspirado por religiosidade:

    “Tudo o que sei é que nada sei.”

    Ps.: Curiosidade de destaque: sabiam que é estimado que uma imensa dos cientistas são teístas e não-materialistas? Será apenas os ateus que querem expandir o tempo de vida dos seres humanos?

  2. Luciana disse:

    Ola, estou de acordo em parte com o autor do texto quando se refere aos ateus como materialistas, digo em parte porque o ser humano tem que ser respeitado sempre ainda que tenha aparentemente a ideia mais absurda sobre sua origem e seu fim (si é que existe), cada um se encontra em um nivel de compreensao diferente y inclusive a pessoa que diz negar uma divindade, um deus ou Deus talvez nao tenha olhos pra ver, ou disposiçao pra ver ou o que é pior, nao tenha siquer tempo pra questionar sobre isso por que cada dia se torna mais dificil parar y pensar sobre nossos proprios atos y pensamentos.
    O que quero dizer em resume é que sim, desde esse ponto de vista, tambem penso que um ateu é materialista, mas nao me encontro no direito de julgar o por que, porque muitas vezes atras de um ATEU se encontra uma pessoa que se deu conta de que até o que ele ve , é ilusorio chegando a um ponto negativo da verdade que é a negaçao(budismo), nirvana; que é apenas a cara- metade do aspecto positivo da verdade que é a liberaçao( brahmanismo). O primeiro da enfase al sofrimento que deve ser evitado e o segundo da enfase a alegria que deve ser alcanzada.
    O que separa um do outro é uma linha invisivel que so voce pode separar, é a aceitaçao de ambos, do sim e do nao ; e isso implica um estado de paz, amor y aceitaçao do proximo tal qual é, com as suas limitaçoes . Aqui nao cabe acusaçoes, agresividade e nao é necesario sequer defender um ponto de vista porque nessa vida é mais feliz quem é capaz de ver a verdade escondida atras dos mais diferentes pontos de vistas posiveis e isso é realmente enriquecedor.
    Voce ja pensou na probabilidade de que esteja faltando uma unica peça pro ateu pra montar esse quebra- cabeça? estamos mas unidos do que aparenta tanto o que cre, como o que nao cre, devemos desapegarnos inclusive das nossas verdades!

  3. Luciana disse:

    Corrigindo…o que separa um aspecto do outro é uma linha invisivel que so voce conciente pode unir.

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