A Ilusão Democrática das Plebes

Candidatas

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por Raphael Machado

De quatro em quatro anos, o populacho é convocado pelas oligarquias políticas e midiáticas para cumprir o seu “dever cívico” votando e “decidindo os rumos do país”. A isso a mídia chama repetidamente de modo hipnótico, a “grande festa da democracia”. Segundo os formadores de opinião, a participação no processo eleitoral é o principal símbolo da cidadania, e o melhor meio através do qual o “povo” poderá ajudar a “melhorar o país”.

O processo eleitoral democrático é realmente uma “grande festa”. O processo eleitoral é uma grande festa para as oligarquias políticas que veem o seu poder tirânico perpetuamente sendo confirmado. É irrelevante que alguns percam, e outros ganhem, quando TODOS defendem aproximadamente os mesmos interesses, e a mesma estrutura política. A vitória de qualquer um dá sempre na mesma, porque não importa quem vença, é sempre o Sistema que vence no processo eleitoral, já que ele vê constantemente confirmada a confiança e submissão das plebes a ele.

O processo eleitoral também é uma grande festa para a mídia oligárquica que vê seu poder ampliado, com todos os candidatos se curvando perante seus interesses, e com a capacidade de influenciar drasticamente que candidatos vencem, e quais não. A mídia oligárquica, evidentemente, jamais abre qualquer tipo de espaço para posturas políticas que ela vê como ameaçadoras a seus interesses. Ela justifica o espaço dado a certos políticos, afirmando que abre espaço para aqueles que são mais populares, mas os candidatos apenas são populares por possuírem acesso à mídia. Cria-se assim um círculo vicioso. Você só tem espaço se for popular, mas só é popular, se tiver espaço. Assim, a mídia consegue fortalecer o statu quo e garantir a sua perpetuidade. Apenas os mesmos candidatos de sempre nos são oferecidos, sempre com as mesmas propostas e projetos de sempre.

As eleições também são uma grande festa para os meios maiores de subversão sócio-cultural, principalmente para os meios acadêmicos que veem a plebe seguindo como um bando de lemmings, alegres e estúpidos, os rumos pré-determinados pelo Sistema. Se os meios acadêmicos desejam “mudanças sociais”, é apenas através da metodologia e técnica aceita pelo Sistema. As eleições confirmam o engajamento das plebes nos projetos de engenharia social “progressista” desejadas pelo meio acadêmico.

Nada haveria de mais ameaçador para estas castas degeneradas e imundas do quê uma insatisfação maciça com a DEMOCRACIA em si. Não em relação a “tais ou quais” candidatos, ou insatisfaçõezinhas pequeno-burguesas com corrupçõezinhas, incompetênciazinhas, ou outras questões minúsculas meramente conjunturais.

E não seria, primeiramente, por uma insatisfação drástica e radical com a própria democracia, com a própria essência da democracia e com tudo que ela significa e dela deriva, a única maneira de realmente lutar pelas mudanças que se fazem necessárias para afastar a degeneração social, cultural e moral que varre todo o Ocidente?

É natural de qualquer sistema ou estrutura, seja orgânica ou artificial, uma “vontade” de permanência, ou seja, um ímpeto inconsciente de perpetuar a si mesmo. Politicamente falando, não importa qual seja a ideologia dominante de um Sistema, a função primária do Sistema é sempre o de garantir a própria permanência, segurança e estabilidade.

Quem acredita, portanto, que é possível mudar alguma coisa por meio de eleições é um idiota porque o Sistema jamais ofereceria às plebes um instrumento que lhes permitisse acabar com o próprio Sistema. Isso quer dizer que, todo o processo eleitoral é estruturado de forma a que só serão possíveis as modificações meramente conjunturais, apenas as micro-reformas. Isso é estruturado, por exemplo, por meio de proibições constitucionais ao estabelecimento de partidos que defendam ideologias as quais sejam vistas como uma “ameaça” às castas dominantes do Sistema.

Tudo isso quer dizer algo básico:

Não importa em quem você vote, absolutamente NADA de essencial vai mudar. E SE mudar, pode ter certeza de que será para pior, não para melhor.

As plebes pseudo-intelectuais ficam horrorizadas quando veem que a horda de candidatos é hoje povoada por semi-analfabetos, prostitutas, artistas de TV, palhaços, personagens fantasiados, travestis, e outras entidades similares. Essa escória “engajada” afirma que a presença e participação desses elementos é uma “ofensa à democracia”, um “desrespeito à cidadania democrática”.

Fica-se a imaginar: Ou a hipocrisia destes pseudo-intelectuais é assombrosa, ou então eles são criaturas sub-humanas tão imbecis e acéfalas, completamente entregues à dissonância cognitiva, que são incapazes de perceber a obviedade de que a atual condição do pleito democrático é consequência, evolução e progresso NATURAL e NECESSÁRIO da própria ESSÊNCIA da democracia.

Se TODOS são iguais, se TODOS devem ter direitos políticos, se a soberania pertence a TODO o povo, porque essa escória se assusta e assombra perante as consequências óbvias da Democracia? Por acaso alguém esperava algum tipo de “casta iluminada”, ou seja, que de algum modo a candidatura estaria naturalmente limitada aos mais aptos e capazes, e que estes seriam eleitos?

Um retardado dirá: “Não! Mas pelo menos esperávamos que os candidatos levassem a democracia a sério! Isso não é palhaçada!”

Ora, mas a democracia não era uma “grande festa”?

Digo-vos, não apenas os atuais candidatos populares são consequência DIRETA e NECESSÁRIA dos ideais democráticos, como eles constituem verdadeiramente algum tipo de “casta iluminada” pelo fato de que eles PERCEBERAM mais do que qualquer outro, que os postulados democráticos são tão absurdos, e que o sistema democrático é tão demente, que a Democracia NÃO PODE SER LEVADA A SÉRIO.

Que tipo de imbecil realmente leva o processo democrático a sério, ou seja, que crê que por meio de uma “avaliação séria dos candidatos”, ele poderá mudar para “melhor os rumos do país”?

E então, assombrados com os resultados daquilo que queriam, a escória pseudo-intelectual demanda “limitações” e “critérios” para que se permita a candidatura de um político. Eles fazem exigências de características que os candidatos devem ter, para que tenham o direito de se candidatar.

Mas ora, não seria isso ELITISMO? Não se queria exatamente o oposto disso? Não se queria a democracia, ou seja, que idealmente, todos os que pudessem votar, pudessem ser votados?

Mas se todos acham que os cargos políticos deveriam ser ocupados apenas pelos MELHORES e pelos CAPAZES…então por que raios resolveram combater os Antigos Regimes, ou então os Regimes Fascistas?

Esperar qualquer tipo de inteligência e razoabilidade das plebes é inútil. Elas estão completamente fanatizadas por ideais “feel-good”, que não precisam fazer o menor sentido, ou possuir qualquer base filosófica e/ou científica válida, mas apenas precisam “soar bem”, dizendo o que eu quero ouvir, me dando o máximo de prazeres e liberdades, e o mínimo de incômodos e restrições.

Em contraste, na Democracia orgânica, racialista, nacionalista e aristocrática, das antigas Cidades-Estado gregas, a possibilidade de participação política não era um “direito”, mas um PRIVILÉGIO para o qual se deveria DEMONSTRAR DIGNO para poder possuir. Os gregos entendiam que a participação política não é uma “festa”, mas que esta participação está eivada de enorme GRAVIDADE, e uma profunda RESPONSABILIDADE, e que ela é ao mesmo tempo uma HONRA e um DEVER.

O simples fato boçal de “existir” não garantia nada a ninguém. Existir não é NADA, não implica em dignidade alguma, e muito menos em direito algum. O quê nos torna dignos é o fato de demonstrarmos um modo de existência superior ao dos outros, e o que deveria nos garantir o poder de influenciar na formação do governo, seria o fato de termos sido bem-sucedidos em nossas vidas, demonstrando, portanto, que somos pessoas capazes e inteligentes, e não retardados mentais, que votam em “fulano” ou “cicrano” porque ele é “bonito”, “novo”, “mulher”, “preto”, “legal”, “conhecido”, “da TV”, etc, etc.

Reagir com indiferença. É isso que nosso valor demanda que demonstremos perante toda a turba histérica de plebeus preocupados com o “futuro do país”, e que, não surpreendentemente, continuarão votando sempre nas mesmas oligarquias, e garantindo que nada mude…até que uns poucos sábios e valorosos esmaguem o próprio Sistema com máxima violência, pondo fim a toda essa “grande festa”.

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Uma resposta para A Ilusão Democrática das Plebes

  1. Nathaniel Anielewsky disse:

    Hail Satã!

    Muito oportunas suas considerações. Estou de pleno acordo. Mas vou mais longe. A transformação social não virá pela ação política. A política é apenas um show para as massas ignorantes, para mantê-las calmas e conformadas, acreditando que governam a nação.

    A verdadeira revolução é individual e consiste na busca da firme implantação da Era
    Satânica. Só assim teremos realmente um governo dos melhores e mais capazes. E sobretudo ORDEM, coisa que a democracia já mostrou que é incapaz de proporcionar.

    Não ligo nem um pouco quando me chamam de Fascista. Na verdade, quando tivermos consolidade realmente a Era Satâica, o regime de governo fará o Nazismo e o Fascismo parecerem brincadeira de criança. Teremos Ordem, Paz e Evolução!

    Nathaniel Anielewsky
    Alto Sacerdote da Igreja Satânica de São Paulo

    PS: Aquelas candidatas da foto têm o meu voto, desde que passem para fazer campanha lá em casa.

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